Kinofogo

O kinofogo foi um cineclube realizado a céu aberto, em paisagens rurais e praças públicas do Varjão e Paranoá (DF). Após a projeção, os debates aconteciam em volta de uma fogueira que também servia para assar batatas, postulando o cineclube como uma prática de convivência.

Kinofogo was an open-air cinema club, held in rural landscapes and public squares in Varjão and Paranoá (Brasilia, DF). After the screening, the debates took place around a bonfire that also served to roast potatoes, proclaiming the cinema club as a social interaction practice.

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Pirâmide, Urubu

NINHO

Kinofogo

Maurício Chades (Gilbués-PI, 1991) é artista visual e cineasta, com uma prática que transita entre cinema, instalação, escultura e performance. Seu trabalho se desenvolve a partir de relações situadas com diferentes territórios no Brasil, particularmente o Cerrado e a Mata Atlântica, e, mais recentemente, estende-se aos Estados Unidos e ao Canadá. Por meio de ecologias queer, imaginários anticoloniais e formas multiespécies de parentesco, Chades investiga a decomposição, a regeneração e as fronteiras instáveis entre o humano e o mais-que-humano. Seus projetos frequentemente partem de imersões territoriais prolongadas, colocando em diálogo conhecimentos situados, fabulação especulativa e pesquisa ecológica.

Chades é mestre em Arte e Tecnologia pela Universidade de Brasília e possui MFA pela School of the Art Institute of Chicago. Sua produção tem sido exibida internacionalmente em instituições, mostras e festivais como a Bienal Sesc_Videobrasil, o Queer Lisboa e o FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica). Sua exposição individual Pirâmide, Urubu (2019) recebeu o Frankenthaler Climate Art Award em 2022, enquanto seus filmes foram reconhecidos pelo e-flux Film Award, pelo Olhar de Cinema e pelo Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro. Indicado ao Prêmio PIPA em 2024, Chades está atualmente em pós-produção de seu primeiro longa-metragem, COGUM, um eco-horror que explora a decomposição e o luto interrompido como estruturas para repensar o trabalho, a ancestralidade e as relações humanas com a terra.

 

Maurício Chades (b. 1991, Gilbués, Brazil) is a visual artist and filmmaker working across cinema, installation, sculpture, and performance. His work develops through situated engagements with territories in Brazil, particularly the Cerrado and Atlantic Forest, and extends into the United States and Canada. Through queer ecologies, anticolonial imaginaries, and multispecies forms of kinship, Chades explores decomposition, regeneration, and the unstable boundaries between human and more-than-human life. His projects often emerge from prolonged territorial immersions, bringing situated knowledge, speculative fabulation, and ecological research into dialogue.

Chades holds an MFA from the School of the Art Institute of Chicago and an MA in Art and Technology from the University of Brasília. His work has been exhibited internationally at venues and festivals including the Sesc_Videobrasil Biennial, Queer Lisboa, and FILE (Electronic Language International Festival). His solo exhibition Pirâmide, Urubu (2019) received the Frankenthaler Climate Art Award in 2022, while his films have received recognition from the e-flux Film Award, Curitiba International Film Festival, and Rio de Janeiro International Short Film Festival. A 2024 Pipa Prize nominee, he is currently in post-production on his debut feature film, COGUM, an eco-horror exploring decomposition and interrupted grief as frameworks for reimagining labor, ancestry, and human relationships with the land.

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