Sol em decomposição Decaying Sun

2018-2019, Vídeo generativo Generative video

Smartphone, pau-de-selfie, Google Drive, balde de plástico, lixo orgânico, Processing
Smartphone, selfie stick, Google Drive, plastic bucket, organic waste, Processing

Um balde amarelo de 100 litros é instalado no jardim de uma casa para receber todo lixo orgânico não selecionado para o minhocário. Um celular, suportado por um pau-de-selfie, fotografa de tempos em tempos e as fotos são armazenadas em uma nuvem online. As imagens são processadas em tempo real por um código: a projeção se revela pixel a pixel, a partir da inscrição de dados das diversas fotos guardadas no servidor. Os pixels se entrelaçam, proliferando um sobre o outro, em uma espécie de timelapse emergente como as colônias de fungos.

A yellow 100-liter bucket is placed in a garden to receive all organic waste not selected for the vermicomposter. A cell phone attached to a selfie stick photographs periodically, and the photos are stored in an online cloud. The images are processed in real time by a code: the projection is revealed pixel by pixel, based on the data entry of the various photos stored on the server. Pixels intertwine, proliferating over each other, in a kind of emergent timelapse like fungi colonies.

fotos: Janine Moraes

Maurício Chades é um artista e cineasta originário de Gilbués-PI. Vive e trabalha entre o Distrito Federal, Alto Paraíso de Goiás e os Estados Unidos. Bacharel em Audiovisual e Mestre em Arte e Tecnologia pela Universidade de Brasília e Master in Fine Arts pela School of the Art Institute of Chicago. Em Brasília, participou dos coletivos Espaço AVI, Kinofogo Cineclube e NINHO – Coletivo de Pesquisa em Arte, Interatividade e Agroecologia. Seu trabalho, entre filme, instalação, escultura e performance, especula sobre futuros simbióticos, queer e anticoloniais. Criando ambientes sintrópicos e tecendo alianças multi-espécie, sua prática artística combina contação de história com agricultura restaurativa, compostagem e fungicultura. Seus trabalhos foram exibidos em festivais de cinema e exposições nacionais e internacionais, como a Mostra de Cinema de Tiradentes, Olhar de Cinema, Queer Lisboa e FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica. Em 2019, sua primeira exposição individual, Pirâmide, Urubu, estreou na Torre de TV Digital de Brasília, projeto premiado com o Frankenthaler Climate Art Awards em 2022. Em 2023 participou da Bienal Videobrasil com Cemitério Verde, filme premiado em primeiro lugar no e-Flux Film Award.

Maurício Chades is an artist and filmmaker from Brazil. His works, in film, installation, sculpture, and performance, speculate about anticolonial symbiotic futures and queer ecologies. Envisioning syntropic environments and multispecies alliances, his art practice combines storytelling with restorative agriculture, composting, and fungiculture. He holds a BA in Cinema Studies, an MA in Art and Technology from the University of Brasilia, and an MFA from the School of the Art Institute of Chicago. He participated in collective groups such as Espaço AVI, Kinofogo Cineclube, and NINHO - Collective for Research in Art, Interactivity, and Agroecology. His works were shown worldwide, like at Queer Lisbon, Curitiba International Film Festival, and FILE – Electronic Language International Festival. In 2019, he presented his first solo show, Pyramid, Urubu, at The Brasilia Digital TV Tower, receiving the Frankenthaler Climate Art Awards in 2022. In 2023, Chades was featured at the Biennial Sesc_Videobrasil. His most recent accomplishment was the first prize of the e-flux Film Award for Green Cemetery.

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