O Vídeo de 6 Faces The Video Of 6 Faces
2017, Curta-metragem Short film, 20min
Lavina lembra do enterro dos pais, fala de como sua mãe guardou dinheiro, com muito trabalho, para os gastos do próprio enterro. Uma videoinstalação pode servir de túmulo para um gato, projetado, do qual nunca se encontrou o corpo morto? Posso construir um caixão para olhar e, por ele, ser olhado de volta? Tanta parafina derretida, posso encaixotar?
O primeiro dos curta-metragens urubuense, “O vídeo de 6 faces” é resultado da montagem de arquivos de 6 videoinstalações feitas nos meus primeiros 2 anos de residência no Córrego do Urubu e apresentadas com a dissertação “Pirâmide, Urubu”, trabalho de conclusão do Mestrado em Arte, na linha Arte e Tecnologia no IdA/UnB.
Lavina remembers her parents’ funeral, talks about how her mother saved her hard-earned money to pay for the expenses of her own funeral. Can a video installation serve as a tomb for a projected cat, whose dead body was never found? Can I build a coffin to look at and, through it, be looked back at? So much melted paraffin… Can I pack it in a box?
The first of the short films created in Urubu, “The Video of 6 Faces” is the result of assembling 6 video installations archives made during my first 2 years of residency in Córrego do Urubu and presented with the dissertation “Pyramid, Urubu”, the Master’s in Arts conclusion work, in the Art and Technology field at IdA / UnB (Arts Department / University of Brasilia).
Maurício Chades (Gilbués-PI, 1991) é artista visual e cineasta, com uma prática que transita entre cinema, instalação, escultura e performance. Seu trabalho se desenvolve a partir de relações situadas com diferentes territórios no Brasil, particularmente no Cerrado e na Mata Atlântica, e, mais recentemente, estende-se aos Estados Unidos e ao Canadá. Por meio de ecologias queer, imaginários anticoloniais e formas multiespécies de parentesco, Chades investiga a decomposição, a regeneração e as fronteiras permeáveis entre o humano e o mais-que-humano. Seus projetos frequentemente partem de imersões territoriais prolongadas, colocando em diálogo conhecimentos situados, fabulação crítica e pesquisa ecológica.
Chades é mestre em Arte e Tecnologia pela Universidade de Brasília e possui MFA pela School of the Art Institute of Chicago. Sua produção tem sido exibida internacionalmente em instituições, mostras e festivais como a Bienal Sesc_Videobrasil, o Queer Lisboa e o FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica). Sua exposição individual Pirâmide, Urubu (2019) recebeu o Frankenthaler Climate Art Award em 2022, enquanto seus filmes foram reconhecidos pelo e-flux Film Award, pelo Olhar de Cinema e pelo Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro. Indicado ao Prêmio PIPA em 2024, Chades está atualmente em pós-produção de seu primeiro longa-metragem, COGUM, um eco-horror que explora a decomposição e o luto interrompido como estruturas para repensar o trabalho, a ancestralidade e as relações humanas com a terra.
Maurício Chades (b. 1991, Gilbués, Piauí, Brazil) is a visual artist and filmmaker working across cinema, installation, sculpture, and performance. His work develops through situated engagements with territories in Brazil, particularly in the Cerrado and Atlantic Forest, and extends into the United States and Canada. Through queer ecologies, anticolonial imaginaries, and multispecies forms of kinship, Chades explores decomposition, regeneration, and the permeable boundaries between human and more-than-human life. His projects often emerge from prolonged territorial immersions, bringing situated knowledge, critical fabulation, and ecological research into dialogue.
Chades holds an MFA from the School of the Art Institute of Chicago and an MA in Art and Technology from the University of Brasília. His work has been exhibited internationally at venues and festivals including the Sesc_Videobrasil Biennial, Queer Lisboa, and FILE (Electronic Language International Festival). His solo exhibition Pirâmide, Urubu (2019) received the Frankenthaler Climate Art Award in 2022, while his films have received recognition from the e-flux Film Award, Curitiba International Film Festival, and Rio de Janeiro International Short Film Festival. A 2024 Pipa Prize nominee, he is currently in post-production on his debut feature film, COGUM, an eco-horror exploring decomposition and interrupted grief as frameworks for reimagining labor, ancestry, and human relationships with the land.
