Jardim Espectral Spectral Garden

2022-ongoing, Documentário experimental, videoinstalação, longa-metragem Experimental documentary, video installation, feature film

AR, vídeo digital, projeção, esculturas de tecido e madeira
AR, digital video, projection, wood and fabric sculptures

No Parque Nacional da Tijuca, o governo do Rio de Janeiro controla a proliferação de plantas invasivas introduzidas na paisagem durante o período colonial. Enquanto isso, artistas indígenas vendem suas obras na calçada do Parque Lage após um incêndio destruir a Oca Kupixawa, um centro cultural indígena dentro do Parque Nacional. Percebendo essa paisagem como o resultado do acúmulo de composto e rastros de memória ao longo dos séculos, Jardim Espectral explora, por meio de mídias digitais, instalação e escultura, uma intricada trama entre espécies. Ao justapor a luta de indígenas por território na paisagem urbana do Rio de Janeiro e o controle de plantas não-nativas, especulamos sobre as motivações históricas por trás das categorias ecológicas que definem o que separam espécies entre nativas, exóticas, aclimatizadas e naturalizadas

Jardim Espectral foi gestado com Nayla Ramalho no programa Residências na Floresta, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

In Tijuca National Park, the government of Rio de Janeiro controls the spread of invasive plants introduced during the colonial period. Meanwhile, indigenous artists sell their works on the sidewalk of Parque Lage following a fire that destroyed Oca Kupixawa, an indigenous cultural center within the park. Jardim Espectral perceives this landscape as the result of compost accumulation and historical memory. Through digital media, installation, and sculpture, it explores the intricate relationships between species through a multiplot narrative. By juxtaposing the indigenous struggle for territory in Rio de Janeiro’s urban landscape with the control of non-native plants, the project speculates on the historical motivations behind ecological categories that separate species as native, exotic, acclimatized, or naturalized.

Jardim Espectral was created with Nayla Ramalho in the Residências na Floresta program, at the Parque Lage School of Arts.

Maurício Chades (Gilbués-PI, 1991) é artista visual e cineasta, com uma prática que transita entre cinema, instalação, escultura e performance. Seu trabalho se desenvolve a partir de relações situadas com diferentes territórios no Brasil, particularmente no Cerrado e na Mata Atlântica, e, mais recentemente, estende-se aos Estados Unidos e ao Canadá. Por meio de ecologias queer, imaginários anticoloniais e formas multiespécies de parentesco, Chades investiga a decomposição, a regeneração e as fronteiras permeáveis entre o humano e o mais-que-humano. Seus projetos frequentemente partem de imersões territoriais prolongadas, colocando em diálogo conhecimentos situados, fabulação crítica e pesquisa ecológica.

Chades é mestre em Arte e Tecnologia pela Universidade de Brasília e possui MFA pela School of the Art Institute of Chicago. Sua produção tem sido exibida internacionalmente em instituições, mostras e festivais como a Bienal Sesc_Videobrasil, o Queer Lisboa e o FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica). Sua exposição individual Pirâmide, Urubu (2019) recebeu o Frankenthaler Climate Art Award em 2022, enquanto seus filmes foram reconhecidos pelo e-flux Film Award, pelo Olhar de Cinema e pelo Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro. Indicado ao Prêmio PIPA em 2024, Chades está atualmente em pós-produção de seu primeiro longa-metragem, COGUM, um eco-horror que explora a decomposição e o luto interrompido como estruturas para repensar o trabalho, a ancestralidade e as relações humanas com a terra.

 

Maurício Chades (b. 1991, Gilbués, Piauí, Brazil) is a visual artist and filmmaker working across cinema, installation, sculpture, and performance. His work develops through situated engagements with territories in Brazil, particularly in the Cerrado and Atlantic Forest, and extends into the United States and Canada. Through queer ecologies, anticolonial imaginaries, and multispecies forms of kinship, Chades explores decomposition, regeneration, and the permeable boundaries between human and more-than-human life. His projects often emerge from prolonged territorial immersions, bringing situated knowledge, critical fabulation, and ecological research into dialogue.

Chades holds an MFA from the School of the Art Institute of Chicago and an MA in Art and Technology from the University of Brasília. His work has been exhibited internationally at venues and festivals including the Sesc_Videobrasil Biennial, Queer Lisboa, and FILE (Electronic Language International Festival). His solo exhibition Pirâmide, Urubu (2019) received the Frankenthaler Climate Art Award in 2022, while his films have received recognition from the e-flux Film Award, Curitiba International Film Festival, and Rio de Janeiro International Short Film Festival. A 2024 Pipa Prize nominee, he is currently in post-production on his debut feature film, COGUM, an eco-horror exploring decomposition and interrupted grief as frameworks for reimagining labor, ancestry, and human relationships with the land.

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