Colmeia
2022, curta-metragem Short film
Faz poucas horas que Huri saiu da prisão e se entristece ao ver que as margens do Lago Paranoá estão cercadas por mansões. Ela encontra com um amigo e pede que grave as histórias que tem para contar. Huri tira cartas de tarot para a humanidade.
Colmeia foi co-escrito com Huri, que performa o texto. Nossa primeira colaboração aconteceu no curta-metragem Juca, quando pude treinar a ela e outros vizinhos amigos para atuarem para a câmera em situações ficcionais inspiradas na nossa convivência na Serrinha do Paranoá, zona periurbana de Brasília.
Colmeia was co-written with Huri, who performs the text. Our first collaboration took place on the short film Juca when I was able to train her and other friendly neighbors to act for the camera in fictional situations inspired by our coexistence in Serrinha do Paranoá, a peri-urban area of Brasília.
Maurício Chades (Gilbués-PI, 1991) é artista visual e cineasta, cuja prática transita entre cinema e instalação. Atuando entre o Centro-Oeste brasileiro e Los Angeles, Chades investiga ecologias queer, imaginários anticoloniais e alianças multiespécies que confrontam lógicas extrativistas de território, tempo e morte. Seu trabalho articula fabulação especulativa e ecologia crítica, frequentemente partindo de imersões territoriais para entrelaçar memórias locais a sistemas ambientais.
Mestre em Arte e Tecnologia pela UnB e MFA pela School of the Art Institute of Chicago, integrou coletivos como o NINHO, focado em arte e agroecologia. Sua produção tem circulado em importantes eventos nacionais e internacional, incluindo a Bienal Sesc_Videobrasil, o Queer Lisboa e o FILE.
Em 2019, realizou a individual Pirâmide, Urubu, obra premiada com o Frankenthaler Climate Art Award (2022). Seus filmes acumulam distinções em festivais como o e-flux Film Award, Olhar de Cinema e Curta Cinema. Em 2024, foi um dos artistas indicados ao Prêmio PIPA. Atualmente, finaliza seu primeiro longa-metragem, COGUM, um eco-horror que explora a decomposição e o luto como chaves para repensar o trabalho, a ancestralidade e o pertencimento à terra.
Maurício Chades (b. 1991, Gilbués, Brazil) is a visual artist and filmmaker whose practice spans cinema and installation. Currently based between the Brazilian Midwest and Los Angeles, Chades explores queer ecologies, decolonial imaginaries, and multispecies relationships that challenge extractive perspectives on territory, time, and mortality. By weaving together speculative fabulation and critical ecology, his projects often emerge from deep territorial immersions, linking local oral histories with broader environmental systems.
Chades holds an MFA from the School of the Art Institute of Chicago and an MA in Art and Technology from the University of Brasília. His work has been exhibited internationally at venues such as the Sesc_Videobrasil Biennial, Queer Lisboa, and FILE (Electronic Language International Festival).
In 2019, he presented his solo exhibition, Pirâmide, Urubu, which received the Frankenthaler Climate Art Award in 2022. His short films have earned accolades from the e-flux Film Award, Curitiba International Film Festival, and Rio de Janeiro International Short Film Festival. A 2024 Pipa Prize nominee, he is currently in post-production for his debut feature film, COGUM, an eco-horror centered on decomposition and interrupted grief as frameworks to reimagine labor, ancestry, and human ties to the land.
