Topologia do Córrego do Urubu Topology of Corrego do Urubu
2019, Video essay Video essay
A exposição Pirâmide, Urubu estreou em 16 de junho de 2019, com a performance Banho-de-Abdução-Coletiva-de-Lua-Cheia, convidando o público a caminhar à noite até a cachoeira do Córrego do Urubu para se banhar em projeção e fumaça.
Um segundo passeio noturno aconteceu em 21 de julho, dessa vez para o lado mais alto e seco da região, a trilha ecológica Pedra dos Amigos, um mirante de onde se vê toda Brasília. No caminho, encontramos árvores centenárias, escuridão, poeira e projeções. No destino final, aconteceu a estreia da performance Live Cinema JUCA-AO-VIVO.
Por fim, a exposição aterrissou nas cúpulas de vidro da Torre de TV Digital, entre 29 de julho e 25 de agosto, propondo uma recriação topológica-ficcional do Urubu e da experiência de caminhar no escuro.
Pirâmide, Urubu foi a primeira exposição solo de Maurício Chades e teve curadoria de Gabriel Menotti.
A second night tour took place on July 21, this time towards the highest and driest side of the region — Pedra dos Amigos ecological trail —, a lookout point from where you can see the entire city of Brasilia. On the way, we found centuries-old trees, darkness, dust and projections. At the final destination, JUCA-LIVE Live Cinema performance premiered.
Finally, the exhibition landed on the glass domes of the Digital TV Tower between July 29 and August 25, inviting everyone to a topological-fictional re-creation of Urubu and the experience of walking in the dark.
Pyramid, Urubu was the first solo exhibition by Maurício Chades and curated by Gabriel Menotti.
Maurício Chades (Gilbués-PI, 1991) é artista visual e cineasta, com uma prática que transita entre cinema, instalação, escultura e performance. Seu trabalho se desenvolve a partir de relações situadas com diferentes territórios no Brasil, particularmente no Cerrado e na Mata Atlântica, e, mais recentemente, estende-se aos Estados Unidos e ao Canadá. Por meio de ecologias queer, imaginários anticoloniais e formas multiespécies de parentesco, Chades investiga a decomposição, a regeneração e as fronteiras permeáveis entre o humano e o mais-que-humano. Seus projetos frequentemente partem de imersões territoriais prolongadas, colocando em diálogo conhecimentos situados, fabulação crítica e pesquisa ecológica.
Chades é mestre em Arte e Tecnologia pela Universidade de Brasília e possui MFA pela School of the Art Institute of Chicago. Sua produção tem sido exibida internacionalmente em instituições, mostras e festivais como a Bienal Sesc_Videobrasil, o Queer Lisboa e o FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica). Sua exposição individual Pirâmide, Urubu (2019) recebeu o Frankenthaler Climate Art Award em 2022, enquanto seus filmes foram reconhecidos pelo e-flux Film Award, pelo Olhar de Cinema e pelo Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro. Indicado ao Prêmio PIPA em 2024, Chades está atualmente em pós-produção de seu primeiro longa-metragem, COGUM, um eco-horror que explora a decomposição e o luto interrompido como estruturas para repensar o trabalho, a ancestralidade e as relações humanas com a terra.
Maurício Chades (b. 1991, Gilbués, Piauí, Brazil) is a visual artist and filmmaker working across cinema, installation, sculpture, and performance. His work develops through situated engagements with territories in Brazil, particularly in the Cerrado and Atlantic Forest, and extends into the United States and Canada. Through queer ecologies, anticolonial imaginaries, and multispecies forms of kinship, Chades explores decomposition, regeneration, and the permeable boundaries between human and more-than-human life. His projects often emerge from prolonged territorial immersions, bringing situated knowledge, critical fabulation, and ecological research into dialogue.
Chades holds an MFA from the School of the Art Institute of Chicago and an MA in Art and Technology from the University of Brasília. His work has been exhibited internationally at venues and festivals including the Sesc_Videobrasil Biennial, Queer Lisboa, and FILE (Electronic Language International Festival). His solo exhibition Pirâmide, Urubu (2019) received the Frankenthaler Climate Art Award in 2022, while his films have received recognition from the e-flux Film Award, Curitiba International Film Festival, and Rio de Janeiro International Short Film Festival. A 2024 Pipa Prize nominee, he is currently in post-production on his debut feature film, COGUM, an eco-horror exploring decomposition and interrupted grief as frameworks for reimagining labor, ancestry, and human relationships with the land.
