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Pirâmide, Cinema Pyramid, Cinema

2019, Vídeo instalação, protótipo de sala de cinema Video installation, movie theater prototype

2 projetores de curta-distância, sistema de som estéreo, computador, Resolume Arena, tripé de ferro com 5 metros de altura, moldura de ferro para tela (4×1,70m), tela de malha; almofadas e tapetes de feltro
2 short-distance projectors, stereo sound system, computer, Resolume Arena, 5-meter high iron tripod, iron frame for screen (4×1.70m), mesh screen; felt pillows and rugs

A instalação Pirâmide, Cinema tem cinco metros de altura e quatro faces triangulares regulares. Na verdade, a estrutura é um tripé de ferro que sugere a existência de faces que, sempre transparentes, mudam de acordo com o espaço em que a pirâmide está instalada. Ao desenhar as pirâmides com as quais sonhei e reparar que elas não são como as Pirâmides de Gizé no Egito, que têm cinco faces, pesquisei e descobri que o que eu estava tentando, de alguma forma, era alcançar a forma do tetraedro, um dos cinco sólidos platônicos.
Proponho Pirâmide, Cinema como um protótipo de sala de cinema, uma alternativa utópica a um dispositivo rígido, pouco afeito a mudanças.
Em Pirâmide, Cinema os espectadores podem se deslocar, navegar, sofrer os solavancos dos corpos, imergir ou distrair-se, e o filme se contaminará do contexto, praça pública, trilha ecológica ou galeria de arte. A estrutura, a modelo de uma sala de Multiplex, também é compatível com qualquer filme: tem sistema de som estéreo, tela retangular e projetor de alta resolução, mas todo filme será modificado, seja pela colagem da própria instalação no espaço, seja pela possibilidade de se “tocar” o material no Resolume Arena ou outros softwares de processamento de imagens em tempo real utilizados em performances de Cinema ao Vivo ou VJing.
No lugar da poltrona confortável, o chão e as almofadas. No lugar do ar condicionado, o ar puro do Córrego do Urubu. Em vez de paredes escuras, o horizonte. A proposta de Pirâmide, Cinema é evidenciar a variedade inumerável de cinemas possíveis em relação ao “cinema só”. Pirâmide, Cinema é sobre projeção, corpo e espaço, ou seja, nada de novo.

The Pyramid, Cinema installation is five meters high and has four regular triangular faces. In fact, the structure is an iron tripod that suggests the existence of always-transparent faces that change according to the space in which the pyramid is installed.
When drawing the pyramids I dreamed of and noticing that they were not like the five-sided Giza Pyramids in Egypt, I researched and found that what I was trying to somehow achieve was the shape of the tetrahedron, one of the five Platonic solids.
I propose Pyramid, Cinema as a movie theater prototype, a utopian alternative to a rigid device, unfit for changes.
In Pyramid, Cinema, viewers can move around, navigate, feel the movements of their bodies, immerse or distract themselves, and the film will become contaminated by the context, the public square, the ecological trail or the art gallery. The structure, like a Multiplex cinema, is also compatible with any type of film: it has a stereo sound system, a rectangular screen and a high resolution projector, but the entire film will be modified either by the assembly of the art installation at the space or by the possibility of “touching” the material in the Resolume Arena or other real-time image processing software used in Live Cinema or VJing performances.
Instead of the comfortable armchair, floor and cushions. Instead of air conditioner, the fresh air of Córrego do Urubu. Instead of dark walls, the horizon. Pyramid, Cinema is an invitation to show the countless variations of potential cinemas in comparison to the “cinema by itself”. Pyramid, Cinema is about projection, body and space, i.e. nothing new.

fotos: Janine Moraes

Maurício Chades é artista visual e cineasta piauiense. Mestre em Arte e Tecnologia e Bacharel em Audiovisual pela UnB, cursa um MFA na SAIC School of the Art Institute of Chicago, no departamento Film, Video, New Media and Animation. Os ecos entre tecnologias antigas e novas; o fluxo de matéria, orgânica, não orgânica e digital; rituais de morte, geometria espectral, ficção especulativa e tensões espaciais são temas que orbitam seu trabalho. Participou de exposições coletivas e exibiu filmes e vídeos em festivais nacionais e internacionais, como: Mostra do Filme Livre, Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, RECIFEST, Jornada Internacional de Cinema da Bahia, FILE Electronic Language International Festival, Besides the Screen, Pune Film Festival, Bogotá Experimental e Sphere World Cinema Carnival. Em 2019 apresentou sua primeira exibição solo, Pirâmide, Urubu, na Torre de TV Digital de Brasília.

foto: Silvino Mendonça

Maurício Chades is a visual artist and filmmaker from the Brazilian Northeast. He holds a Master’s Degree in Art and Technology and a Bachelor’s Degree in Audiovisual, both from the University of Brasilia (UnB). He is currently pursuing a MFA at the SAIC School of the Art Institute of Chicago, in the Film, Video, New Media and Animation department. The echoes between old and new technologies; the flow of matter, organic, non-organic and digital; death rituals, spectral geometry, speculative fiction, and spatial tensions are some themes of his work. He participated in group art exhibitions and exhibited films and videos in Brazilian and international festivals, such as: Mostra do Filme Livre, Brasília Festival of Brazilian Cinema, RECIFEST, International Cinema Journey of Bahia, FILE Electronic Language International Festival, Besides the Screen, Pune Film Festival, Bogotá Experimental and Sphere World Cinema Carnival. In 2019 he presented his first solo exhibition, Pirâmide, Urubu, at the Digital TV Tower in Brasília.

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